Elevador: o grande vilão?

Mensagem que vem circulando pelas redes:

Nossa análise: #Fake!


Ainda não há nenhum estudo que demonstre qual seria o local de maior responsabilidade pela propagação do SARS-CoV-2, seja em bairros de classes sociais mais altas ou baixas. No entanto, assim como qualquer outro espaço fechado e de uso coletivo, o elevador de #fato representa um espaço de maior risco de contágio pelo novo coronavírus, pois pessoas infectadas #realmente podem deixar o ar e as superfícies contaminadas por algumas horas [1, 2].

Por isso, para a utilização de elevadores ficam valendo as recomendações de higiene e segurança indicadas para espaços coletivos (evitar aglomerações, utilização de máscaras e higienização das mãos com álcool em gel). Além do mais, nenhum estudo relata um tempo de permanência de 7 dias do SARS-CoV-2 em superfícies metálicas, o que temos provado até o momento, é por um período de 72 h em aço inoxidável e de até 4 h em cobre [1].

É interessante dizer que a transmissão comunitária do novo coronavírus no Brasil foi decretada no dia 20/3, a partir de então, já não é mais possível fazer o rastreio e o controle da disseminação do vírus, por isso, um maior número de infectados em regiões mais ricas em comparação às regiões mais pobres, pode estar associado a um maior acesso aos serviços de saúde e diagnóstico por pessoas com rendas maiores, assim como sugere um estudo recentemente publicado [3], e não devido a um “alto índice de contágio” específico em regiões de classe média.

Uma boa maneira de se manter seguro e ajudar a todos é #não compartilhando #fakenews e #ficaremcasa!


Por Renato da Silva Cardoso em 30/04/2020.


Fontes:


[1] VAN DOREMALEN, Neeltje et al, Aerosol and Surface Stability of SARS-CoV-2 as Compared with SARS-CoV-1, New England Journal of Medicine, v. 382, n. 16, p. 1564–1567, 2020;

doi: https://doi.org/10.1056 / NEJMc2004973


[2] LIU, Yuan et al, Aerodynamic Characteristics and RNA Concentration of SARS-CoV-2 Aerosol in Wuhan Hospitals during COVID-19 Outbreak, bioRxiv, p. 2020.03.08.982637, 2020;

doi: https://doi.org/10.1038/s41586-020-2271-3


[3] SOUZA, William Marciel de et al., Epidemiological and clinical characteristics of the early phase of the COVID-19 Epidemic in Brazil, medRxiv, p. 2020.04.25.20077396, 2020.

doi: https://doi.org/10.1101/2020.04.25.20077396

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