Por que hipertensos e cardíacos são grupo de risco para a COVID-19?

Sabemos que alguns grupos de pessoas portadoras de doenças crônicas, possuem mais chances de desenvolver formas graves da COVID-19. Neste grupo, encaixam-se pessoas que possuem pressão arterial alta (hipertensão) ou que já sofreram algum infarto, já fizeram ponte de safena, angioplastia, pacientes que têm coração enfraquecido ou outra insuficiência cardíaca (1).


O que é pressão arterial?

Pressão arterial é a força exercida pelo sangue quando passa pelos vasos sanguíneos (sendo que a parede dos vasos tem uma certa resistência à essa força). Essa pressão é medida em dois momentos: um durante a contração (sístole) do coração, onde o sangue é bombeado com força para as artérias; e outro durante o relaxamento (diástole) do coração, onde o coração se enche de sangue novamente e a pressão diminui nas artérias. Por isso a pressão é sempre dada em dois números, idealmente 120/80 (ou 12/8) mmHg. Várias coisas podem influenciar a pressão arterial a aumentar ou diminuir, como exercício físico, calor, susto, desidratação, etc. Entretanto, quando a pressão é constantemente aumentada (o que pode ocorrer por diversos motivos) é considerado que o indivíduo tem hipertensão (pressão alta) e precisa tomar cuidados para não ter complicações sérias de saúde.


Alguns estudos publicados desde o começo da pandemia mostram que hipertensos estão no topo da lista de grupos de risco para a COVID-19, somando em torno de 30% das pessoas que contraem a forma grave da doença e aproximadamente 8% para aqueles com doença cardíaca (2).