Máscaras PFF2, o que devo saber a respeito?

As máscaras PFF2 atendem ao padrão N95 da classificação de filtragem do ar do Instituto Nacional de Segurança de Saúde Ocupacional, dos Estados Unidos. Estas máscaras, têm a capacidade de filtrar uma porcentagem maior de partículas de um ambiente, oferecem maior proteção e devem ser utilizadas em situações de alto risco de exposição. O termo PFF2 (Peça Facial Filtrante) é utilizado pelas agências reguladoras no Brasil para descrever os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) com capacidade de filtragem superior a 95%. Já N95, se refere a nomenclatura adotada pelas agências americanas e europeias.


As máscaras PFF2, passam por rigorosos testes e controles que garantem a sua alta proteção, porém, com a alta procura por esse item, muitos produtos atualmente no mercado não atendem a todas as qualificações necessárias. Por isso é importante evitar esses produtos falsificados. Procure saber se o fabricante já comercializa produtos no país e se possui certificação para isso. Apenas compre máscaras com o selo do Inmetro, ou consulte o nome do produto no site: http://www.inmetro.gov.br/prodcert/produtos/busca.asp


Quanto ao design do produto, o governo americano tem alertado que, até o momento, nenhum certificado de conformidade foi expedido para máscaras PFF2 com tirantes de fixação ao redor da orelha, o que compromete a vedação necessária para uma filtragem adequada, não havendo assim, nenhuma máscara (PFF2) aprovada com essa característica.


  • ATENÇÃO: PFF2 com válvula permite a saída do ar expirado que, caso esteja infectado, poderá contaminar outros indivíduos. Portanto, NÃO deve ser usada, pois ela não protege as pessoas ao redor do usuário, caso ele esteja contaminado.


Sobre a reutilização das máscaras PFF2:


Segundo a Nota Técnica 4/2020 da Anvisa, as máscaras PFF2 podem ser usadas por um período maior ou reutilizadas desde que seu ajuste e função não estejam comprometidos. No entanto, a agência não recomenda o uso de máscaras vencidas, mas indica o uso além do prazo de validade designado pelo fabricante.


O uso prolongado por si só não deve degradar a proteção respiratória, mas há um número máximo de reutilizações. Porém é muito difícil de determinar esse limite, uma vez que a reutilização pode afetar a função da máscara e a eficiência de proteção contra contaminação. Quando não houver informações do fabricante, o ideal é não reutilizar por mais de cinco vezes.


O que pode ocorrer é a diminuição de desempenho conforme o número de colocações, porque as tiras de amarração podem ficar mais frouxas ou fracas após cada colocação, comprometendo a vedação da máscara. Uma PFF2 que não está bem ajustada ao rosto proporciona menor proteção ao usuário, pois pode haver a entrada do ar não filtrado na zona de respiração e, consequentemente, a eficiência de filtragem do ar fica menor.


É importante destacar que a reutilização das máscaras PFF2 precisam de uma atenção maior uma vez que essas máscaras podem ser reutilizadas, porém não podem ser lavadas e/ou higienizadas. Para isso, você deve ter os seguintes cuidados:

  • Inspecione a PFF2 todas as vezes que for vesti-la, não reutilize máscaras que estejam sujas, com tiras desgastadas, com clipe nasal deficiente, amassadas ou rasgadas;

  • Pode-se separar uma máscara por dia da semana, permitindo um descanso de, no mínimo, cinco dias. Isso fornecerá algum tempo para que os microrganismos que estejam na máscara “morram” durante esse período;

  • É recomendado pendurar as máscaras ​em uma área com alta circulação de ar ou mantê-las em um recipiente constantemente limpo que permita o ar correr;

  • Evite colocá-las em sacolas plásticas, pois ficam úmidas e acabam durando menos tempo;

  • Como precaução, as máscaras devem ser tratadas como se estivessem contaminadas. Ou seja, considere que sua máscara esteja “infectada”, redobre os cuidados e não se esqueça da higiene das mãos antes e depois de tocá-la;

  • Verifique se as tiras estão esticadas tanto que não seja capaz de gerar a vedação necessária na face.

Por Gabriela Coeli Menezes Evangelista em 18/04/2021.


Referências:


1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2020/covid-19-tudo-sobre-mascaras-faciais-de-protecao


2. Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Disponível em: http://www2.ebserh.gov.br/documents/214604/816023/Cartilha+de+Prote%C3%A7%C3%A3o+Respirat%C3%B3ria+contra+Agentes+Biol%C3%B3gicos+para+Trabalhadores+de+Sa%C3%BAde.pdf/58075f57-e0e2-4ec5-aa96-743d142642f1


3. http://www.apic.org/Resource_/TinyMceFileManager/Advocacy-PDFs/APIC_Position_Ext_the_Use_and_or_Reus_Resp_Prot_in_Hlthcare_Settings1209l.pdf

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